Jornal das 12h, edição de 12 de Fevereiro de 2025

JORNAL 12H00

12.02.2024

Técnica: Ivan Silva

Edição e Voz : Benizes Real

NOTÍCIAS

 

Boa Tarde!

 

Começamos Cuanza Norte… O hospital municipal de Cambambe está paralizado há mais de 10 anos, transferindo os seus serviços para o centro de saúde do Dondo como referência. Mais de 100 pacientes no banco de urgência nesta unidade.

Fora as questões de saúde os munícipes do Dondo enfrentam  dificuldades de toda ordem.

O repórter João Kakulu, traz mais dados juntos dos municipes de Cambambe.

RD JOÃO KAKULU

PONTO

Tornar Angola autosuficiente na produção de materiais de construção para diminuir o elevado custo e a facilitação no acesso à divisas são as principais preocupações das indústrias de materiais de construção no nosso País, segundo a Associação daquele sector.

Essas informações foram avançadas pelo membro da organização, Ricardo Rocha.

RD RICARDO ROCHA 1 19h

O também director-geral da SICA ANGOLA, que produz produtos aditivos de betão e arca massas há 15 anos disse que tanto eles como os associados das indústrias estão preocupados com a rigorosidade em relação a fiscalização e pedem mais intervenção do executuvo.

 

RD RICARDO ROCHA 2 19h

Tanto a SICA ANGOLA, como outros membros da Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola estão em conversações com o Ministro de Estado para a Coordenação Económica para que todos produtos ou maior parte dos materiais de construção sejam fabricados no País para facilitar o sonho da casa própria.

 

JINGLE

 

A 38ª Cimeira dos chefes de Estados e Governo da União Africana começa no próximo Sábado e tem como mote as reparações devidas ao continente africano após séculos de exploração, primeiro através do tráfico de escravos e depois através das matérias-primas, englobando ainda os actuais movimentos de migração que alimentam as necessidades de mão-de-obra em muitos países ocidentais.

A Cimeira da União Africana que começa no dia 15 em Addis Abeba, na Etiópia, intitula-se “Justiça para os africanos e afrodescendentes através das reparações”.

Em entrevista à RFI, Odair Varela, professor de Relações Internacionais e investigador na Universidade de Cabo Verde, explicou que mais do que uma compensação financeira ou devolução de obras de arte, os países africanos procuram reparações históricas não só para a sua afirmação no Mundo, mas sobretudo para se olharem a si próprios de outra forma e criarem a sua própria agenda política internacional.

Entre as reparações que serão discutidas esta semana estão a restituição de terras, a preservação cultural, a responsabilidade internacional, mas para Odair Varela o mais importante é o reconhecimento histórico do período colonial e como isso influencia tanto as ex-colónias como os países colonizadores.

O reconhecimento por parte das potências colonizadoras do que se passou nos últimos séculos em diferentes países africanos servirá também para esses Estados olharem de forma diferente para as suas potencialidades e traçarem o seu futuro através do multilateralismo, tendo como agregador político a União Africana.

João Lourenço vai assumir a Presidência da União Africana (UA) a presidência e para preparar o mandato o presidente angolano criou um grupo de trabalho interministerial.

O grupo é coordenado pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, que tem como coordenador adjunto o ministro da Defesa Dacional, João Ernesto dos Santos “Liberdade”.

No decreto presidencial de 4 de novembro que criou o grupo, Lourenço olha para a UA como uma oportunidade de promoção da unidade, solidariedade e progresso do continente e a liderança do país a partir do próximo ano deve servir para reforçar estes princípios, promovendo ações concretas para a paz, segurança e desenvolvimento de África.

 

RD NKIKINAMO TUSSAMBA 12H00 DIRECTO

RD ADÁLIO FRANCISCO 12H00

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Há três candidatos para suceder ao chadiano Moussa Faki Mahamat, que é actualmente o presidente da Comissão da União Africana. Na cimeira desta organização que vai acontecer entre 15 e 16 de Fevereiro, os Estados africanos vão escolher entre o queniano Raila Odinga, o djibutiano Mahamoud Ali Youssouf e o malgaxe Richard Randriamandrato.

Numa eleição que acontece a cada quatro anos, onde o presidente pode ser eleito para dois mandatos consecutivos, em 2025 este posto estratégico deverá ser ocupado por alguém vindo da África de Leste. Quénia, Djibuti e Madagáscar apresentaram os seus candidatos.

Quem são os candidatos?

Raila Odinga

Talvez o candidato mais conhecido do grande público seja Raila Odinga, de 79 anos. Antigo primeiro-ministro queniano (2008-2013), Odinga é um eterno candidato à Presidência do seu país, tendo-se candidatado cinco vezes a este cargo. Durante os turbulentos anos 80 e início dos anos 90 no Quénia, onde havia um sistema monopartidário, Raila Odinga foi várias vezes preso por defender o multipartidarismo, acabando mesmo por se exilar na Noruega.

PONTO

 

A atribuiçao da medalha comemorativa dos 50 anos da independência está a gerar desentendimentos na Assembleia Nacional.

Data de Emissão: 12-02-2025 às 12:00
Género(s): Noticiário
 
PARTICIPANTES

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